sábado, 21 de maio de 2011

tieê-sangue

eramos crianças na época. quase bebês.
Todos nós seguimos para o pier naquela tarde de verão. Cantavamos e dançavamos como sempre; Bêbados, Isso era novidade, coriamos de um lado para o outro trocando beijos e abraços. Depois de muita brincadeira sentamos na beira do bar. Eu, diogum, rayfalls, rafaroque e mary, não conseguia tirar os olhos dessa ultima por sinal.
-Tobias!
-oi?
- o que você ta olhando???

Então deitavamos e riamos deliciosamente, aos poucos os outro se iam. Eu era virgem, ela não. Isso tornava tudo mais tenso e perigoso na minha cabeça, como se cada passo fosse contado por ela, como se cada segundo de minha curta vida de 15 anos valesse 10mil dolares, quando ela deitou  por cima de mim eu não aguentei a pressão.
-dá lisença.
- porque?
-vou fumar um cigarro.

Me sentei. A noite ja havia caído a horas e começara a nublar o céu e cair trovões. Nos olhamos e rimos disso, levantamos e fomos para minha casa, mais um barraco na vila dos pescadores local, era tudo muito simples, mas repleto de amor. amavamos pescar, amavamos nossas casinhas e amavamos uns aos outros.

Chegamos em casa ensopados, não que tivesse começado a chuver, mas decidimos dar um mergulho no mar antes de volta. tudo brilhava naquela noite. abrimos a gaveta de talheres, ela pegou uma faca e eu uma colher, fizemos nescau e comemos um pão com presundo e requeijão.

Fomos pro meu quarto:

-Eu ti amo.
- eu também

Começamos a nos beijar loucamente, tiravamos nossas roupas como animais, meu coração quase explodia. Nossa vida vinha, tudo passou diante dos meus olhos, tudo que eu sabia dela, tudo que eu amava, tudo que eu queria, tudo que eu queria ver, tudo que se seguia pela frente. Tudo era lindo d+ e simplesmente me ofuscava.
-Perai!
- o que amor?
-as luzes...

Ela se levantou e apagou a luz.

Nesse momento eu me levantei também. Nós dois  nos encontramos no meio do caminho dela de volta pra cama e recomeçamos. Tudo fluia, tudo corria, era a mais bela beleza que tivemos vivido na minha cabeça, ao mesmo tempo ouvia as vozes:
-Ela é uma puta
-Ela é uma garota simples
-ela não te ama
-ela quer te usar
-XIIIU
-que foi amor?
Ela me pegou no meio do devaneio. Dei de ombros e voltamos. A coloquei de 4, virada para a janela e daí segue uma serie de gemidos que não valem a pena ser descritos. Mas durou horas, que pareciam anos. E tinha a sensação de que tudo acabaria assim que aquela noite passar, as vozes não me deixavam em paz nem um segundo.
-PUTA!
-VADIA!
-NOJENTA!
-ELA FEDE!
-VOCÊ É NOJENTO
-ISSO É NOJENTO
-VOCÊ SÓ MERECE A MORTE GAROTO
-que foi amor?
-anhmm... nada. Amanheceu!
Sorrimos e olhamos pela janela. E tudo brilhava de novo, tudo parecia verde e infinito, o céu era do mais vasto azul e os pássaros cantavam. A mais bela melodia que eu ja tinha ouvido. O canto voava longe e longo. tudo era calma e amor. Quando derrepente todos sessarão, senti uma presença. abri meus olhos com estranheza.
-Que passaro lindo!
Ela exclamou. Eu procurei pra onde ela olhava, até que então apontou. Reconheci na hora com um delicioso sorriso.
- É um tiê-sangue.

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