terça-feira, 12 de abril de 2011

O cowboy do futuro parte I


O vento quente, seco e radioativo soprava no rosto de Jani enquanto ele atravessava as planíces desérticas da região que antigamente era chamada de são gonsalo. Ou já era maricá, agora não fazia diferença, era tudo um monte de porra nenhuma.
Quando a noite se aproximava ele viu do alto de um pequeno morro uma fogueira sendo acesa, sob algo que parecia ter sido um museu moderno nos tempos em que tudo ainda tinha verde. Fungou e deu uma cusparada pro lado. Que porra é essa? Se perguntou, dês da invenção dos grills ele não via alguém fazer uma fogueira. Subiu suas calças, verificou se tinha munição em suas pistolas e começou a caminhada até o estranho fogo natural.
A medida que ele se aproximava ele ouvia uns gritos estranhos, não faziam nexo, pareciam de alguma língua bizarra e esquecida. Então viu também algumas pessoas dançando em volta da fogueira, eram elas cantando. Ele parou. Que porra é essa? Se perguntou de novo, subiu as calças, verificou as pistolas e seguiu em frente
Ao se aproximar viu 2 mulheres e um homem, que de alguma maneira pareciam muito saudáveis. Diferentes do cowboy, aquelas pessoas que estavam semi nuas não tinham sido afetadas pela radiação e eram lindas. Quando os estranho e esbeltos seres viram o cowboy se aproximar logo se sentaram em volta da fogueira e o esperaram de colunas retas e olhos fechados. Jani já chego gritando:
-Ninguem se mexe se não leva bala!
O silêncio o constrangeu profundamente, eles nem abriram os olhos, mas no momento que ele abaixou a arma o homem do grupo abriu os olhos e olhou profundamente nos de Jani e disse:
-O que o senhor quer?
Jani Franziu a testa por causa do tom sério daquele cara. Ele estava semi-nu desarmado, como falava daquele jeito com ele? O cowboy pela primeira vez dês dos seus 10 anos se sentiu entimidado.
-eeeehhhrrr....
O homem sentado deu um sorriso zombeteiro e disse:
-Sente-se amigo, você está cansado e sua pele corroida pela radiação. Temos medicinas sagradas que podem curar suas doenças e aliviar suas dores.
Jani ficou meio constrangido, pensou por um segundo. Realmente sentia dores e sua pele ardia, e por algum motivo sentia confiança naqueles seres místicos, além do mas as garotas eram lindas. Então se sentou perto da fogueira. Nela queimava um pouco de madeira, teclados e peças velhas de computadores, fazendo uma fumaça preta que enevoava o rosto do recém conhecido que se sentava do outro lado da fogueira.
-Quem é você afinal? (perguntou Jani)
-Me chamo kurkun. Minha tribo vive nessas terras antes das grandes bombas, antes das cidades de pedra e antes dos primeiros navegadores chegarem. Muito antes dos outros homems tentarem destruir tudo que existe de bom por aqui. Mas sobrevivemos! E agora vamos contar-lhe nossas histórias, e ajudar-lo, apesar de sua má índole.
Assim que o já reconhecido índio se levanta surge um helicóptero e descem vários homens de ternos, gravatas e óculos escuros que em um segundo cercam o cowboy, que quase chora.
O índio então levanta-se, pede um cigarro para um dos seguranças, ascende, da um trago profundo e sobe no helicóptero que parecia estar mais cheio de gente do que poderia caber.

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