quinta-feira, 7 de abril de 2011

O zen budista e os piratas


chunchanchin-camcuncatum Havia pego um barco esquisito para viajar para terras distantes, logo percebeu que todos naquele barco eram tristes, maltrapilhos, alguns não tinham partes do corpo e o próprio capitão fedia mais que um gambá.
chunchanchin-camcuncatum então perguntou ao capitão do barco:
-ora meu amigo, sua tripulação parece cansada e triste. O que houve com essas pessoas?
O capitão o olhou com seu único olho que restava ao mesmo tempo que seu papagaio, que repousava em seu ombro:
- O que você quer o bacana?
Mais uma vez chunchanchin-camcuncatum olhou com olhos vazios e tristes e disse:
-Ora amigos, eu só quero ajuda-los, é o que tenho feito ao longo de minha vida, passo pelas pessoas tentando ajudar-las, mas tudo parece confuso agora.
O capitão o olhou por um tempo. Deu uma longa pausa e cuspiu com escárnio no longo oceano que os cercava.
-Sinto muito amigo, nós piratas não queremos ajuda. Nós vivemos no mar, saqueamos cidades. Fazemos o que queremos e não nos importamos com ninguém. Isso é a vida de um pirata. É assim que temos levado tudo dês de sempre.
chunchanchin-camcuncatum então franziu a testa ao avistar uma pequena cidade que estava chegando, ficou preocupado com as pessoas que ali viviam e perguntou ao pirata:
- Ora meu amigo, acho que não se faz necessário saquear aquela aldeia, eles não devem ter muitas riquezas, nem muita fartura, mas eles parecem um povo feliz. Você se importaria em me deixar La?
O pirata olhou para chunchanchin-camcuncatum mais uma vez com mais escárnio ainda, mas havia um profundo sentimento nos seus olhos dessa vez, por trás da densa barba negra havia um homem de verdade.
-Ok bacana. Te deixo La, mas nós piratas não temos o que fazer nesse local, nossa vida é essa, a liberdade dos mares.
Ao chegar na cidade o experiente monge foi muito bem recebido e se despediu calorosamente de todos os seus amigos piratas. Naquele dia ficara mais feliz ainda porque salvara milhares de vidas.

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