quinta-feira, 7 de abril de 2011

o zen budista e a ganja (ou thuthan, ou maconha, ou pito, como quiser)

chunchanchin-camcuncatum então chegando na pequena aldeia depois de passar alguns dias com seus amigos piratas ficou maravilhado com a good vibe dos moradores. Todos eram calmos e alegres, todos pareciam se amar e trocavam abraços indiscriminadamente.
Então num estalo de consciência ele reconheceu o cheiro da ganja, a sagrada erva consumida por todos os budas e muitos profetas. Olhou a sua volta e viu então um homem bem velho, fumando o tradicional cachimbo da paz. E foi apenas o cheiro penetrar em suas narinas que subtamente o zen budista entrou em transe e em contato universal com todos os seres. Ele deu uma longa gargalhada, como alguém que encontra a sua casa depois de muito tempo, mas seu sorriso foi interrompido por uma forte tossida do velho que fumava, logo chunchanchin-camcuncatum ficou preocupado e olhou nos olhos do velho da tribo, mas uma vez, ficou triste e a seguinte conversa se decorreu:
-Ora meu amigo, sua tribo é cheia de paz e harmonia, alegria exala por todas as partes, mas você parece cansado.
-O nosso segredo são as ervas sagradas meu amigo de outras terras! Esse é o nosso *coff, coff* segredo.
-Engraçado, eu sinto também a boa energia no ar, mas você não parece estar bem. O que lhe ocorre?
-Você sabe, estou velho, tenho quase 40 anos! Nós fumamos das ervas sagradas dês de pequenos aqui, por isso nunca sentimos dor nem tristeza, somos sempre alegres e contentes. Nossa meta é essa. Estar sempre de good vibe.
-mas sua estrutura parece colapsada e você pode não acreditar, mas eu tenho 150 anos! Não estou nada cansado como você.
O velho deu uma longa pausa, olhou no fundo dos olhos do monge e passou lhe o cachimbo, acompanhado de uma longa risada.
-hehe... *coff,coff* estamos bem... estamos bem...
O monge deu um tapa no cachimbo e depois se sentiu muito bem e alegre, os dois compartilharam de uma longa risada. A vida era bela e as crianças corriam, tudo parecia perfeito. Mas mais uma vez o velho deu uma tossida doida. Então chunchanchin-camcuncatum disse:
-Ora meu velho amigo, tudo tem seu tempo! Talvez tenha chegado a hora do senhor parar de fumar a erva sagrada, obviamente já está fazendo mal ao seu corpo. E lembre-se! O espírito e o corpo nunca se separam! Somos todos pertencentes ao mesmo cosmo como o senhor pode sentir agora. Mas, você sabe. Seus pumões já doem. Sua vida chega ao fim, mas você é tão novo!
-Novo?( Perguntou o velho muito confuso) Sou o mais velho da tribo!
-mas eu tenho mais que o triplo de sua idade e estou muito vivo e saudável! Você não me parece assim...
O velho tossiu mais um pouco e depois sorriu de novo, acompanhado de uma lágrima sincera.
-Ora meu amigo monge. Do que esta falando?
-Estou falando de saúde!
- Ah algo mais saudável do que a felicidade?
-sempre ah! A felicidade nunca é plena! Essa é a graça da vida. (sorriu o monge com sagacidade)
- Então o que o senhor sugere?
Sugiro umas técnicas de respiração muito boas, venha, junte todos, vou ensinar-los!
O velho da tribo levantou-se e deu um longo abraço no monge.
- O senhor pode ficar conosco quanto tempo quiser! Você esta em casa!
- O monge sorriu novamente e anunciou:
-Juntem-se todos! Vou ensinar-lhes!
Então todos da tribo se reuniram e depois de um abraço em grupo, o monge sentou e ensinou algumas técnicas de respiração para limpeza do pulmão.
- Naquele dia todos ficaram felizes e contentes e depois celebraram tudo com uma dança em volta da fogueira. Naquele dia o monge ficou mais feliz ainda pois havia ajudado mais pessoas do que nunca!

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