sábado, 30 de abril de 2011

Tempestade Gata Branca

A gata caminha tranquilamente, indo ao destino do que não a espera.
A gata faz uma combinaçao um tanto paradoxal com a tempestade.
Sua serenidade de desfaz como se sempre tivesse sido uma casa frágil e se demancha num dilúvio.
Não se sabe daonde a tempestade surgiu, e justamente por isso pode-se pensar que não surgiu, mas é porque sempre
esteve ali guardada.
A busca pelo inencontrável talvez faça a tempestade acontecer de forma torrencial, e nao apenas como uma chuva de
verão.
Nas duas a contemplaçao e sentimentos se destinguem. Com a chuva de verão se tem o sentimento de efemeridade e
já pode se contemplar o futuro ceu azul a se abrir. Algumas vezes a chuva acontece durante o sol e assim forma o
arco-íris.
Mas a tempestade torrencial é maligna. Nela se vê uma tragédia pela frente, uma intensidade estendida e mórbida,
destrutiva. Mas ao mesmo tempo uma vivacidade muito maior. Não se sabe o que vai acontecer, mas sabe-se que tudo
vai mudar.Algo será destruído, mas é justamente por causa dessa destruição que algo novo será construído.
A serenidade mudará. Não que a gata não continue a ser serena.
Mas agora sabe-se que sua serenidade será mais um disfarce pra tempestade que sempre esteve ali.
Maria del Carmen

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